quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Por isso resolvi postar aqui
Tem hora que fico de saco cheio com coisas que vejo por aí, e como o choro é livre eu vou externar:
A gnt faz cada bobeira na vida, nénão? Fica com cada cara tosco, que dá aquele aperto de vergonha quando vc lembra. Mas aí, é a hora que eu viro pra mim mesma e falo "Calma Anna, quem nunca?" huahauhauhauhauhaua
Tô contando isso pq dentre mil coisas que me fizeram sentir isso nos últimos tempos hj me deparei com um compartilhamento no face falando 8 defeitos que uma mulher não pode ter: Aí vem a lista de asneira "não falar palavrão", " não usar calcinha grande", "não ser insegura", "não esquecer da depilação rigorosamente em dia", "não fumar", "não andar pelada na rua" e "não ser fria na cama".
Não que eu não seja adepta da depilação ou use sempre calçola, o fato é que tô cansada dessas tentativas de alertar as mulheres para o que elas devem fazer pra conquistarem um cara. Tipo, vc ta sozinha pq fuma, ou pq fala palavrão, ou pq é insegura, ou tudo junto (tudo junto leia-se "nao tem solução. Se mate ou vire eremita").
Tô cansada de passar no caixa do supermercado e me deparar com revistas femininas falando "Descobrimos do que o homem gosta!!" Tá mto dificil ser solteira, ser independente, ser mulher e mais que isso ta mto dificil ser vc mesma.
Siiim, meninas, cada vez mais temos que reprimir quem realmente somos...
Alise seu cabelo, emagreça, não fale palavrão, não beba...
Pra puta que pariu!!!
Sou mulher e bebo cerveja na sexta, falo palavrão quando acho q só o palavrão retrata meu real sentimento diante da situação, tenho meus momentos de insegurança, e sei que eu pago mto caro por isso (mto caro e a prestação)
Sou "louca", sou "descontrolada"...
Outro dia ouvi de um cara "vc é maravilhosa, mas num pode ser vc mesma toda hora, com todo mundo"
Que mundo é esse que vc pra arrumar alguém tem que reprimir sua essência e se submeter a tudo que te impõe esse padrão ridículo da mulher perfeita???
Revoltei, podia ficar falando até amanhã, mas aí vcs vão me achar mto chata. Posso parecer radical, se quiserem rotular foda-se de repente cansei de fazer a egípicia pra td isso.
E que fique registrado, se pra não passar a vida só com meu gato sem pelo e meu filho adotado eu tiver que abrir mão do que eu mais gosto em mim mesma, eu assumo o risco, prefiro ser forever alone!
E tenho dito
PS: Desculpem algum erro d português tô desabafando
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Esconde-esconde, quem conta?
Eu sou filha única e neta única de um lado da família, os primos da minha idade sempre moraram em outros estados, e eu sempre fui bem mirrada. Logo, eu era uma criança sozinha e tive que aprender a me divertir desse jeito.
Não quero soar utópica, odeio discursinhos poliana, o que eu vou falar aqui é bem sério. Eu já fiz uma quantidade considerável de aniversários, o que significa que quando eu era criança não tinha computador, vídeo-game era supernintendo, a gente comia moedinha de chocolate achando o máximo e via Raul Gil no domingo. Logo, eu tinha que inventar umas coisas pra conseguir brincar.
“Princesa de Saturno” era o hit da escola quando eu tinha sete anos; foi uma daquelas brincadeiras que foram proibidas pela professora por “atrapalhar o desempenho nas aulas” (mais alguém estudou em escola de fascista ou só eu?). Eu não lembro bem como era, mas tinha alguma coisa com uma princesa alienígena e eu lembro que o pátio da escola era um sistema solar.
Uma outra que fazia um puta sucesso, no meu prédio, era a brincadeira em que eu era uma cigana que era “princesa” dos ciganos (uma mistura de cultura cigana, indígena e absolutista, oi) que morava na cabana maior de todo o pátio cigano (atrás dos pinheirinhos de um dos canteiros). No castelo ali perto (a casa da piscina), moravam duas princesas não-ciganas muito malvadas (minhas vizinhas) que faziam de tudo para tomar as terras do meu povo e nos expulsar dali. E do lado tinha o campo verde (a quadra), um lugar que te congelava instantaneamente se você pisasse nele.
Já com uns nove, eu era uma adolescente que passou a vida numa cabana isolada (o carramanchão da escola) e que, no dia do aniversário de 15 anos, ganha um presente: A oportunidade de ir conhecer a cidade, passando pela floresta (um canteirinho), pegando a balsa (um banquinho de madeira) e atravessando o grande rio (o pátio de ardósia).
É claro que estou falando das mais elaboradas, porque quando eu era criança, um elevadinho na parede era um escorregador de plantas, uma erva daninha no chão era uma planta alienígena que queria dominar o planeta, etc. Mas eu lembro que eu realmente acreditava, sentia, fazia todas aquelas coisas.
Será que a gente pára de brincar porque falam pra gente “Ah, você não é mais criança né, pára de ficar boba”. Eu sei que a gente precisa crescer, eu entendo como o mundo funciona. Eu brinquei de Barbie até os dezesseis anos. Eu admito que sou infantil, que tenho até um pouquinho de síndrome de Peter Pan, mas será, que se eu tentasse, eu ia conseguir brincar?
Eu ia me sentir ridícula no começo, mas afinal... Será que eu ia? Eu acho que é questão de costume. Não to falando que vou começar a brincar porque aliviaria o estresse do dia-a-dia, blá blá blá, não. É porque de verdade, seria tremendamente divertido simplesmente brincar. Simplesmente ser lá a princesa de saturno, ou atravessar o congelante campo verde, ou fazer qualquer coisa em que eu pudesse sair do meu mundo sem ter que realmente sair dele.
Afinal, internet, cinema, TV, etc, não são apenas para substituir o que a gente consegue fazer muito bem sozinho na infância?
Da próxima vez que der, vou me desafiar a brincar. Me sentindo ridícula ou não (já falo sozinha no meio da rua mesmo). E quem quiser vir comigo põe o dedo aqui, que já vai fechar, não adianta nem chorar.
Por Ana C.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O estranho mundo dos pronomes de tratamento...
Mas tem uma coisa q gostaria de dividir e escutar opiniões, é sobre o estranho mundo dos pronomes de tratamento.
Eu tenho um grave problema com eles, e poderia dissertar looongos parágrafos sobre isso, mas pra começarei com o Senhor/Senhora...
Chamo de Sr. um idoso, uma pessoa velhinha mesmo, e mesmo assim, (admito) com certa dificuldade.
Podem me achar sem educação, noção ou qualquer outra coisa, mas não faço por mal.
Vc ta lá na aula, com um professor d uns 40 anos, aí um colega levanta a mão e fala "Professor, o SENHOR poderia...." caraaaaa, quando eu for professora não me chamem de Senhora, ou eu gasto todas as minhas economias indo pra LA ver o Dr. Rey e mandar ele me botocar inteira.
Tem uma colega d trabalho q me contou q o pai dela sempre ensinou que quando um tio vem cantando, a melhor solução é chama-lo de Sr.
Viu, além de constrangedor é broxante...
Outro q chega a me irritar é o tal do Dr., Dr. é pra quem tem doutorado e mesmo assim, não precisa de me tratar por Drª. quando terminar o meu doutorado.
Esse me irrita mesmo, e o pior q ta no meio da minha profissão, bacharel em Direito é BACHAREEEEEL, que raiva eu tenho desse povo q pensa q formou é "dotô".
Pra deixar bem claro, tenho raiva pq são títulos, não sei pq as pessoas fazem tanta questão de serem tratadas por Dr., Excelentíssimo, Digníssimo, e o caralho a quatro...
Reconhecimento ou ostentação?
Se for reconhecimento, na minha opinião ele vem por mérito, não por uma sigla em frente ao nome... é conquistado. Se vc for um bosta, vai ser um Dr. bosta, do mesmo jeito.
Não se iludam, respeito não vem daí.
É isso, agora q dividi minha indignação comentem, e me ajudem a não me sentir um ET...